Florentino Pérez evita Mourinho, mantém-se no cargo e anuncia eleições no Real.

Florentino Pérez evita Mourinho, mantém-se no cargo e anuncia eleições no Real.


Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, participou de uma coletiva de imprensa emergencial nesta terça-feira (12) para abordar a situação atual do clube, logo após uma reunião da direção. Em meio a severas críticas direcionadas aos jornalistas e discussões acaloradas na sala, o dirigente assegurou que não deixará o clube, convocou eleições e recusou-se a comentar sobre a possível contratação de José Mourinho.

“Não me demitirei. Pedi O dirigente está a pedir à direção que inicie o processo de convocação de eleições (nas quais a atual direção participará) e defende a sua presidência por várias razões interligadas:

  1. Defesa Contra Ataques e Campanha Orquestrada: Ele afirma que tem sido alvo de uma “campanha absurda” contra o Real Madrid e contra si pessoalmente. Sente que estão a aproveitar os resultados desportivos menos bons para o atacar, inclusive com rumores falsos sobre a sua saúde (como ter cancro terminal).
  2. Compromisso com a Propriedade dos Sócios: Desde 2000, ele trabalha para garantir que os donos do clube sejam os sócios. Acredita que a sua recandidatura e a participação nas eleições servem para “devolver o património aos sócios” e garantir que o Real Madrid “continue nas mãos dos sócios”.
  3. Defesa da Instituição e da Sua Legitimidade: Ele não só não vai sair, como se vai candidatar novamente para “defender a instituição”. Considera-se o “melhor presidente da história do clube” e afirma que este é o “melhor período do Real Madrid na história”, apesar de sentir “vergonha de dizer”. Ele quer defender o seu legado e a sua gestão.
  4. Reafirmação de Saúde e Capacidade: Para combater os rumores, ele declara que a sua saúde é “perfeita” e que continua a ser presidente do Real Madrid e de outra empresa, mostrando que está plenamente capaz.

Em resumo, ele está a convocar eleições e a defender-se para combater o que vê como uma campanha de ataques pessoais e institucionais, reafirmar o controlo dos sócios sobre o clube, e legitimar a sua própria liderança e legado. Ele evita discutir temas desportivos (treinadores, jogadores) para focar-se na defesa institucional e na questão da propriedade do clube.



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