Já está tudo inventado no futebol? Especialistas da FIFA acreditam que a Copa do Mundo da América do Norte, que começa em um mês, será palco de algumas inovações táticas, ainda que não tão profundas quanto as que surgem nas grandes ligas. Laterais atuando com o pé invertido para contribuir mais na criação, marcação homem a homem na defesa para recuperar rapidamente a bola, controlar O texto discute as tendências táticas esperadas para a Copa do Mundo de 2026, que será a primeira com 48 seleções. Especialistas do Grupo de Estudo Técnico (GET) da FIFA preveem que o torneio reproduzirá modelos consolidados na Premier League, como:
- Futebol vertical e direto: Com passes longos e transições rápidas.
- Pressão alta: Buscando recuperar a bola no campo adversário.
- Ausência de um camisa 10 clássico: A função será distribuída entre os meias da primeira linha.
- Evitar o desgaste físico: Em partidas disputadas sob altas temperaturas.
- Bolas cruzadas como armas ofensivas.
Apesar dessas tendências, os especialistas também acreditam que haverá novidades, pois “Sempre vemos inovações e esta Copa do Mundo com certeza não será diferente”, segundo Tom Gardner, responsável por Perspectivas de Desempenho do Futebol da FIFA.
O texto também menciona como Copas anteriores foram palco de transformações táticas e cita os técnicos espanhóis Pep Guardiola e Luis Enrique como revolucionários, inspirados em outros esportes. No entanto, ressalta que a implementação de estratégias complexas, como as do PSG, pode ser desafiadora para seleções devido ao pouco tempo de trabalho disponível. O texto discute as expectativas para a Copa do Mundo de 2026, focando em algumas estratégias táticas que podem se destacar, segundo a análise de membros do “GET” (Grupo de Estudos Táticos).
Pontos Principais:
- Falta de tempo de preparação: Jon Dahl Tomasson, ex-atacante dinamarquês, acredita que a falta de tempo para preparação pode impedir que algumas seleções implementem estratégias complexas, levando a um jogo mais direto e focado na qualidade individual.
- Marcação individual: Tomasson espera que as seleções “grandes” utilizem a marcação individual em jogadores adversários considerados inferiores para recuperar a bola rapidamente. Essa tática permite impor o ritmo do jogo e descansar um pouco, o que é crucial em um torneio disputado no auge do verão.
- Bolas paradas: Gilberto Silva, ex-volante brasileiro, menciona que os gols em bolas paradas, especialmente escanteios, chamaram a atenção na temporada 2025/26, citando o Arsenal de Mikel Arteta como exemplo. Ele acredita que essa estratégia não será uma “arma secreta”, mas sim uma ferramenta para equipes que souberem utilizá-la. No entanto, ele também ressalta que a falta de tempo de preparação pode limitar seu impacto na América do Norte.
- Pausas para hidratação: Gilberto Silva destaca a pausa para hidratação de três minutos, que ocorrerá aos 22 minutos de cada tempo, como um fator que pode ajudar bastante nos planos táticos dos técnicos. Essa medida será implementada em todos os jogos do torneio, independentemente das condições climáticas.
Em resumo, o texto sugere que a Copa do Mundo de 2026 pode ser marcada por um jogo mais físico e direto, com ênfase na marcação individual e na utilização estratégica das bolas paradas. As pausas para hidratação também são vistas como um elemento tático importante a ser considerado pelos treinadores. A FIFA está implementando uma nova iniciativa para proteger os jogadores, que também pode ser vista como uma oportunidade tática para os treinadores. A medida concede aos treinadores duas substituições extras durante a partida, além do intervalo.
Segundo o técnico Silva, essa é uma “vantagem significativa” que permite aos treinadores fazerem ajustes e melhorarem o desempenho da equipe ao longo do jogo. Essa flexibilidade adicional pode ser crucial em momentos de desgaste físico dos jogadores, para introduzir novas estratégias ou para reagir a imprevistos.

