Com 35 dias restantes para o começo da Copa do Mundo, as emissoras de nações asiáticas, incluindo China e Índia, ainda não firmaram um contrato com a FIFA para a transmissão do campeonato, tal situação é atribuída aos horários das partidas, que são considerados pouco convidativos devido à disparidade de fuso horário.
Apesar de estes dois países não terem se qualificado para o Mundial, que é organizado em colaboração por Estados Unidos, Canadá O interesse pela Copa do Mundo é grande na Ásia, especialmente na China (que representou quase 50% das horas de visualização digital em 2022), mas milhões de fãs podem não conseguir assistir aos jogos devido a acordos de transmissão travados.
A FIFA afirmou ter fechado acordos em mais de 175 países, mas as negociações em mercados importantes como China, Índia e Tailândia estão paradas. As emissoras asiáticas hesitam em pagar os valores pedidos pela FIFA devido a dois fatores principais:
- Horários dos jogos: As partidas ocorrerão de madrugada (ex: 3h da manhã em Pequim/Xangai, 0h30 em Nova Déli), o que deve reduzir drasticamente a audiência e, consequentemente, as oportunidades de monetização para os canais.
- Preço: Há uma grande disparidade entre o que a FIFA pede e o que as emissoras estão dispostas a pagar. Na Índia, por exemplo, a JioStar teria oferecido US$ 20 milhões, enquanto a FIFA pedia US$ 100 milhões pelos direitos das Copas de 2026 e 2030.
Com isso, o acordo com a CCTV na China está travado, e na Tailândia também não há acerto, apesar da popularidade do esporte. A situação deixa os fãs preocupados em não poder acompanhar o torneio. O Ministério das Comunicações da Malásia anunciou que a Radio Televisyen Malaysia (RTM) e a Unifi TV transmitirão a competição.
James Walton, chefe do setor de esportes da consultoria Deloitte Ásia-Pacífico, prevê que, “de uma forma ou de outra, haverá um acordo” para a transmissão. Ele explica que as emissoras buscam o melhor equilíbrio entre custo e receita, enquanto a FIFA quer garantir a máxima cobertura do evento para cumprir compromissos com patrocinadores, aumentar a visibilidade do esporte e evitar a pirataria.
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